Heron Santana

Entradas do Agosto 2006

esse vai ser devorado

pmbTue, 29 Aug 2006 20:14:00 +000014Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Estava esperando esse dia, e ele chegou…

The Long Tail (A cauda longa) é leitura indispensável para entender como um novo mundo está sendo formatado pela rede mundial de computadores.

Muita coisa vai mudar. Muita coisa já está mudando. Empregos, negócios, relacionamentos, produção cultural, campanhas políticas, informação, consumo… e religião também. Como? Simples: todo mundo vai ter acesso a um canal extraordinário de evangelização. E aí entra orkut, youtube, blogs, fotologs, messenger e outras traquitanas virtuais.

O que acontecerá quando tudo no mundo se tornar disponível para todos?Quando o valor conjunto de todos os milhões de itens que talvez vendam apenas uns poucos exemplares for igual ou maior do que o dos poucos itens que vendem milhões cada um?Quando um grupo de crianças sem intenção de lucro for capaz de gravar uma canção ou produzir um vídeo, distribuindo-os pelos mesmos meios eletrônicos explorados pelas mais poderosas empresas de grande porte?

Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, explorou pela primeira vez o fenômeno da Cauda Longa em um artigo que se tornou um dos mais influentes ensaios sobre negócios de nosso tempo. Usando o mundo dos filmes, dos livros e das músicas, mostrou que a Internet deu origem a um novo universo, em que a receita total de uma multidão de produtos de nicho, com baixos volumes de vendas, é igual à receita total dos poucos grandes sucessos. Então, cunhou o termo “Cauda Longa” para descrever essa situação, o qual, desde então, tem sido citado com destaque pela alta gerência das empresas e pelos meios de comunicação em todo o mundo.

“Embora ainda estejamos obcecados pelos sucessos do momento”, escreve Anderson, “esses hits já não são mais a força econômica de outrora. Mas, para onde estão debandando aqueles consumidores volúveis, que corriam atrás do efêmero? Em vez de avançarem como manada numa única direção, eles agora se dispersam ao sabor dos ventos, à medida que o mercado se fragmenta em inúmeros nichos”.

Agora, neste livro tão esperado, Anderson mostra como chegamos a esse ponto e revela as enormes oportunidades daí decorrentes: para novos produtores, para novos agregadores e para novos formadores de preferências. Ele também analisa a economia da reputação; o fim dos estoques; o efeito Wal-Mart; o poder da produção colaborativa e a ascensão de uma grande cultura paralela.

Vai para estante por estes dias, e vai ser devorado com certeza.

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é preciso cultivar o jardim

pmbTue, 29 Aug 2006 19:28:00 +000028Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

A campanha do medo instalada pelos meios de comunicação pós-11 de setembro, a invasão do Iraque e o recrudescimento dos conflitos no Oriente Médio, a Al Qaeda e a sombra incomôda de Bin Laden, são muitos os motivos que podem ter levado ao declínio da influência da religião nos Estados Unidos, como mostra esta reportagem abordando resultados de uma pesquisa sobre o assunto.

É triste perceber que a religião segue tão mal interpretada, inclusive por aqueles que a praticam. É terrível a junção entre a igreja e o Estado, é consideravelmente perigoso unir em um só discurso religião e política partidária. Os exemplos recentes não são bons, dos Estados Unidos de Bush e sua política baseada no medo, até o Brasil de Lula e o envolvimento crescente de evangélicos em escândalos como a “máfia das sanguessugas”.

Talvez a função da religião, partindo de sua etimologia, seja simples demais. “Religar a Deus”, expressar comunhão com o Criador, manifestar interesse em viver ao Seu lado e ter um perene e saudável relacionamento com Ele é algo que se constrói de maneira simples, através do estudo da Bíblia, da oração, da obediência a mandamentos que se resumem a amar a Deus sobre todas as coisas e ao restante das pessoas como a si mesmo. É razoável supor que algo de tamanha simplicidade ia sofrer “ajustes” do ser humano, em sua sanha de querer ser Deus, de “mudar tempos e leis” conforme a profecia bíblica.

Mudaram a religião também, hoje ela complexa, plural, partidária, segregacionista. Em seu manto há lugar para muitos discursos, movimentos oposicionistas, estratégias bélicas, vaidade do poder.

Li uma vez sobre um religioso que se sentia mais próximo de Deus ao cultivar um simples jardim. Talvez estejamos carecendo dessa simplicidade, de reduzir a atenção para tantas teorias, para esta multidão de conhecimentos.

Talvez seja preciso apenas cultivar o jardim.

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A volta dos mortos-vivos

pmbTue, 29 Aug 2006 19:18:00 +000018Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Do site Nominimo:

A Globo entrou em uma curiosa onda sobrenatural. Nas três novelas que exibe atualmente, há personagens que voltam da morte para assombrar os vivos.

Em “Páginas da vida”, Nanda (Fernanda Vasconcellos) reaparece para seu pai. Em “Cobras & lagartos”, Omar Pasquim (Francisco Cuoco) atormenta Foguinho. E, em “Sinhá moça”, o espírito de Pai José (Milton Gonçalves) surge como um símbolo da luta dos escravos. Além disso, “A viagem”, atração do “Vale a pena ver de novo” até um mês atrás, trinha como tema central a vida após a morte.

A próxima novela das seis, remake de “O profeta”, é protagonizada por um homem com poderes sobrenaturais – assim como “Dom”, programa pré-aprovado como especial de fim de ano da Globo. Na evangélica Record, houve também um espírito recente, o do bandido Lopo (Leonardo Vieira), em “Prova de amor”.

Cada fantasma tem uma justificativa: em “Páginas da vida”, aproveitar o sucesso de uma atriz; em “Prova de amor”, esticar a novela; em “Cobras & lagartos”, ele funciona como contraponto cômico.

Mas não é possível que seja apenas uma coincidência. Há de existir alguma explicação mercadológica para essa trip espírita. Os mortos devem dar mais audiência que os vivos hoje.

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A evangelização do século 21

ambSun, 27 Aug 2006 03:00:00 +000000Domingo 19, 2007 · 3 Comentários

Muito boa a reportagem “O poder da geração digital”, capa da recente edição da revista Exame, que você encontra nas bancas. A pauta aborda o que as empresas estão fazendo para conquistar jovens consumidores que vivem, trabalham, se divertem e se relacionam online.

O texto mostra como essa nova leva de consumidores está prestes a revolucionar o mercado de consumo tal como o conhecemos. Os jovens que agora se lançam ao mercado representam a primeira onda de consumidores nascidos e criados sob o signo da internet. Para essa geração, é imperceptível a separação entre vida virtual e vida real. A conversa começa no colégio e termina em casa, pelo Messenger.

“Os detalhes da ida ao cinema são acertados em troca de mensagens de texto pelo celular”, diz texto da matéria. “As reclamações sobre a prova do dia anterior ficam registradas na comunidade do professor de física que os colegas criaram no Orkut. Para a geração digital, sem celular, comunidades online ou blogs não há vida”.

A revista mostra como é vital para as empresas entender a importância e a profundidade dessa transformação cultural, e o quanto é preciso aprender a lidar com ela. Considera que é uma relação difícil, onde o marketing usado em outras mídias se integrará a essa nova realidade. Cita dois exemplos emblemáticos, o de uma comunidade no Orkut, “eu amo chocolate”, que na última contagem tinha mais de 1,6 milhão de fãs do produto, e a história de uma jovem americana que abriu uma página no MySpace, reuniu mais de 900 mil amigos e passou a ser disputada por empresas de desodorante e de jeans para veiculação de propaganda em sua página.

É um mundo novo. É um mundo fascinante. E é um mundo que desafia não só empresas, mas toda organização interessada na comunicação em massa, oferecendo produtos e serviços. É razoável incluir na lista de interessados nesse admirável mundo novo organizações que cuidam da vida espiritual das pessoas, e chegamos à conclusão que os líderes religiosos precisam entender esse fenômeno cultural, e aprender a lidar com ele o quanto antes, se quiserem comunicar-se bem com essa sociedade do futuro.

Não é um desafio qualquer. Hoje em dia, a percepção é que o uso da tecnologia digital pelas organizações religiosas está em um estágio primitivo, onde, salvo exceções, se produz uma página na web, se usa e-mail, mas a interatividade é a mínima possível, e o estímulo para que ela cresça é quase inexistente. A geração digital em curso está acostumada com a interação, com o imediatismo da comunicação eletrônica. Essa geração “está pronta para falar sobre empresas e produtos – e a ouvir o que se diz deles. Os adolescentes já participam ativamente de um grande bate-papo na internet, sem que o marketing tradicional possa influir sobre o andamento da conversa. A caixa de ressonância não pára de aumentar. Pela última conta, havia 50 milhões de blogs no mundo. A cada dia, 175 mil sites pessoais são criados. São novas vozes, de gente nova entrando na conversa”, diz trecho da reportagem.

É algo aparentemente caótico, mas a gurizada está acostumada a lidar com isso. E quanto às organizações religiosas? Será que elas estão preparadas para atrair a atenção dessas pessoas para as mensagens morais, de relevância espiritual? Estão prontas para formar comunidades interessadas em dar ressonância a essas mensagens?

Conheço casos interessantes, mas isolados do uso de ferramentas digitais. O caso de um pastor, líder de jovens de um Estado do Nordeste, que consegue mobilizar a juventude em todo o Estado via Orkut. Segundo ele, a coisa funciona. Acredito que outros tantos estejam tendo o mesmo sucesso. Só não sei se eles estão doutrinando os colegas para a importância desta ação.

Até mesmo esse convencimento é complicado. Recentemente, tive uma experiência difícil ao mostrar a importância da comunicação eletrônica, do uso de blogs, ipods e newsletters para disseminar a marca de uma escola. Ao apresentar o plano, parecia que falava grego. Mas é natural, uma vez que mesmo as empresas, que têm interesse comercial nessa nova realidade, patinam inseguros quanto ao controle do retorno que a web proporciona.

O fato é que existe uma comunidade de jovens em rede, pronta para ser conquistada por uma mensagem que tenha algo a dizer pra eles. Estamos preparados para usar fotologs, blogs, Youtube, Wikipedia, Orkut e Messenger, ipods e celulares para uma evangelização 24 horas, em escala global?

Ellen White, escritora americana que teve uma percepção esperta do futuro, já preconizava a importância de usar novas ferramentas para a evangelização. O momento, me parece, é de transição entre uma liderança que usa a internet para acessar e-mails, consultar o banco ou fazer compras, e uma que cresceu com a internet, em rede com um universo inimaginável de amigos, e que usam a rede para tudo – lazer, estudos, relacionamentos, trabalhos. Comprender esta nova realidade é algo saudável e que pode suavizar esta transição que se aproxima.

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dia triste para um ex-planeta

pmbThu, 24 Aug 2006 17:42:00 +000042Quinta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Se fosse futebol seria uma espécie de rebaixamento para a segunda divisão: membros de uma tal União Astronômica Internacional se reuniram em Praga e decidiram que Plutão não tem mais o status de Planeta do Sistema Solar. Agora, é apenas um astro, um corpo celeste.

Os 2.500 especialistas de 75 países reconheceram que se cometeu um erro quando se deu a Plutão a categoria de planeta em 1930.

O ex-planeta possui 2.300 quilômetros de diâmetro, bem menor do que a terra (12.750 quilômetros).

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acabou

pmbWed, 23 Aug 2006 21:18:00 +000018Quarta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Como diria Luciano Bivar, só uma “hetacombe” fará o Lula perder esta eleição.

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Bin Laden, o videomaker

pmbWed, 23 Aug 2006 21:11:00 +000011Quarta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Do site Nominimo:

No documentário “In the footsteps of Bin Laden” (Nas pegadas de Bin Laden), a repórter Christiane Amanpour faz uma revelação interessante: o terrorista entende de vídeo digital.

Ele determinou à Al-Qaeda a criação de um comitê de comunicação capaz de produzir reportagens jornalísticas e também making ofs. Segundo o documentário, uma das principais preocupações de Bin Laden como cineasta é o posicionamento de armas nos vídeos – no que ele não difere tanto assim de alguns diretores americanos.

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Colaborativa, a web pode ser uma delícia

pmbWed, 23 Aug 2006 20:18:00 +000018Quarta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Esta é uma história de iniciativa, solidariedade e talento. Inspire-se.

O documentarista americano Robert Greenwald é conhecido por produzir alguns dos mais populares documentários da atualidade. Dois de seus filmes são emblemáticos: “Outfoxed”, que analisa os subterrâneos da grande mídia corporativa, e ”Wal-Mart: The high cost of low price”, sobre a cultura capitalista da gigante americana do varejo Wal-Mart. Muita gente foi conquistada pelo talento de Greenwald de contar uma boa história.

Pois esta mistura de criatividade e fidelização levou o cineasta a encontrar uma maneira original de arrecadar dinheiro para seu novo documentário, “Iraq for Sale”, que falará sobre as empresas que lucraram com a guerra do Iraque.

Segundo notícia do jornal “The Washington Post”, ele mandou e-mails pedindo doações para milhares de pessoas que haviam comprado seus DVDs ou que haviam demonstrado algum tipo de interesse em sua obra anterior.

O resultado foi surpreendente. Em dez dias, o documentário arrecadou US$ 267 mil. Desse total, US$ 185 mil vieram de cerca de 3 mil doadores, que deram em média US$ 62,00 cada, e US$ 82 mil de um fabricante de equipamentos médicos. Em troca, todos eles aparecerão nos créditos.

Além disso, o filme conseguiu mais US$ 100 mil de um bilionário anônimo, que havia se comprometido a ajudar caso eles conseguissem levar a idéia adiante.

Fica uma lição espetacular de iniciativa, especialmente para a produção cultural brasileira, que se mostra excessivamente dependente do dinheiro do contribuinte.

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oportunidade

pmbTue, 22 Aug 2006 19:01:00 +000001Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Se você é de Pernambuco ou mora perto daqui e está procurando emprego, talvez esta seja uma boa oportunidade: A prefeitura do Cabo de Santo Agostinho vai abrir concurso público para preencher 1. 473 vagas de níveis médio, técnico e superior. As inscrições estarão abertas de 28/08 até 15/09 nas casas lotéricas vinculadas à Caixa Econômica Federal e neste site, que divulgará o edital do concurso. O valor das inscrições será de R$ 35,00 para os níveis médio e técnico e R$ 60,00 para cargos de nível superior. Os salários variam entre R$ 350,00 para professor de nível I a R$ 3.200,00 no caso de auditor do SUS. O manual do candidato custará sete reais.

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amor imperfeito

pmbTue, 22 Aug 2006 17:15:00 +000015Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Bonita, carismática, mãe exemplar, a jornalista Mônica Silveira viu-se envolvida com histórias de dor e sofrimento ao apresentar a série de reportagens “Amor Imperfeito”, sobre o problema da violência contra a mulher, fato crescente e motivo de preocupação pública em Pernambuco.

Os programas foram exibidos no NE TV, telejornal da Globo no Estado. Hoje, o Brasil inteiro conheceu o trabalho da jornalista, através do programa Mais Você, da Ana Maria Braga.

A participação da repórter emocionou os telespectadores do programa da Rede Globo. Durante a manhã, o site do Mais Você recebeu 1.557 mensagens de internautas, elogiando, comentando e pedindo mais informações sobre a série de reportagens.

Na entrevista, Mônica Silveira apresentou um vídeo editado com os momentos mais marcantes da série. Ela também falou sobre os efeitos sociais positivos provocados pelas reportagens. A repórter ainda participou de um chat realizado após o programa.

Um dos momentos mais emocionantes aconteceu quando Mônica apresentou Madeleine e Marcos, os bebês gêmeos que nasceram esta semana. A mãe deles é uma das mulheres enfocadas na série de reportagens. Ela foi estuprada pelo ex-companheiro, de quem havia se separado, e engravidou. Agora, comemora a liberdade com a maternidade.

Clique aqui e acompanhe vídeos de reportagens da série.

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votar consciente é exemplo de amor ao próximo

pmbMon, 21 Aug 2006 17:34:00 +000034Segunda-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Quando você tiver um tempo, faça um favor a você mesmo e visite o site Transparência Brasil, uma iniciativa monumental contra essa praga chamada corrupção.

Visite o Projeto Excelências, que traz informações detalhadas de todos os candidatos a uma vaga na Câmara dos Deputados, com informações pessoais, bens declarados à Justiça Eleitoral, atuação parlamentar, presença em plenário e emendas apresentadas ao congresso, tudo com riqueza de detalhes.

É uma forma de evitar ser enganado pelos “candidatos botox”, maquiados pela mídia eletrônica, como mostra a revista Veja desta semana.

Ao dedicar um tempo para esse tipo de informação, lembre de duas coisas: se você é cristão, lembre-se que biblicamente temos responsabilidades como cidadãos, que passam pela preocupação com o bem-estar do ambiente onde estamos. Saber escolher um representante é uma atividade que cabe nesta responsabilidade. Segundo, cristianismo não é um jogo de palavras. Cristianismo é exemplo. E ele envolve preocupações coletivas. Votar bem, portanto, está inserido no mandamento bíblico do amor ao próximo.

Pense nisso.

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o lado perverso da inclusão digital

pmbMon, 21 Aug 2006 17:06:00 +000006Segunda-feira 19, 2007 · Deixe um comentário

Educadores, pais, líderes religiosos, políticos, especialmente prefeitos e vereadores, todos precisam prestar atenção à série de reportagem do Diario de Pernambuco, em sua versão impressa (infelizmente, disponível online apenas para assinantes) sobre o Nordeste conectado. É um tema que clama por urgência, pois mostra um lado perverso da necessária inclusão digital brasileira, e alerta sobre a necessidade de uma ação social imediata para evitar uma geração entregue ao caos.

Em um belíssimo esforço de investigação, as repórteres Sílvia Bessa e Teresa Maia mostram, na edição desta segunda-feira, como adolescentes pobres dos grotões nordestinos têm acesso à pornografia através da internet nos computadores das lan houses, que se espalham pelas pequenas cidades.

Esses estabelecimentos comerciais alugam computadores por um preço baixo, uma média de R$ 1,50 a hora, e então meninos e meninas acessam de tudo, longe dos pais, professores ou de qualquer forma de fiscalização. Com a interatividade oferecida pela internet, crianças fazem contatos virtuais e reais com maiores de 18 anos. A conversa é uma só: pornografia.

As histórias são tristes, como a de uma menina de 15 anos, induzida a posar nua para fotos, que viu-se na necessidade de se mudar com a mãe depois que as imagens vazaram pra internet. Outro guri de 15 anos, seduzido por uma mulher de 32 anos que conheceu em salas de chat, viajou para outro Estado, sem conhecimento dos pais, para um encontro. Ações como essas engrossam a lista de crimes de pedofilia, que teima em confrontar as autoridades brasileiras.

Na internet, não há controle pra nada, diferente de programas de TV e rádio, ou mesmo o cinema, sujeitos às normas de uma portaria do Ministério da Justiça. E é neste território sem lei que meninos e meninas pobres do Brasil profundo vão perdendo a inocência, e de certo modo conhecendo um estilo de vida que poderá levá-los a um desinteresse por escola, caráter, futuro enfim. Ao ler a reportagem, o mundo poucas vezes me apareceu tão grotesco, tão distante de tudo que conhecemos sobre civilização.

O jornal dá algumas dicas sobre como os pais devem tratar o assunto com os filhos. A maioria delas envolve conversa, momentos junto com os filhos, conhecer as preferências dos filhos, informá-los sobre problemas como prostituição infantil, pedofilia, entre outros assuntos que, se o adolescente não conhece em casa, pode ficar sabendo de uma forma mais violenta lá fora. Enfim, educação é preciso. E é aí que o problema se agrava,

Este blog acredita que não adianta adotar o caminho fácil de culpar a internet, que é apenas um meio desse enorme problema. A questão é mais séria, e envolve fortalecimento de valores familiares, mais oportunidade de escola e de emprego, estímulo para o envolvimento em atividades artísticas e esportivas e a ação de comunidades religiosas capazes de contagiar os jovens para uma vida mais saudável. Igrejas cristãs têm papel importante neste processo. Pena que gastem quase todo o seu tempo na indiferença para com esses jovens, e na discussão inócua sobre o que é permitido e o que é proibido.

Você pode ajudar a combater essa realidade. Existem organizações, como a SaferNet, que alimentam a discussão sobre crimes desta natureza e abrem espaços para orientação e até denúncias.

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nova página

ambSun, 20 Aug 2006 03:32:00 +000032Domingo 19, 2007 · Deixe um comentário

O tempo não comprou passagem de volta, dizia o ator Mário Lago, expressão que compartilho a um dia de completar 32 anos.

O script vai ser de lembranças, agradecimentos e expectativas pelo que ainda está por vir.

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toma lá, dá cá

ambSun, 20 Aug 2006 03:13:00 +000013Domingo 19, 2007 · Deixe um comentário

O Jornal do Commercio traz uma reportagem interessante, na edição deste domingo, mostrando como o Bolsa-Família se transformou no maior cabo eleitoral de Lula.

O Bolsa-Família foi criado pelo Governo Lula para amparar famílias abaixo da linha da pobreza. Dá dinheiro, quantia que chega a R$ 95,00, e deste modo está cumprindo relativamente bem uma promessa de campanha, que era colocar comida na mesa de brasileiros vivendo em situação de extrema pobreza.

Em alguns casos, como Manari, cidade com pior índice de desenvolvimento humano do mundo, quase 80% das famílias recebem o benefício. Em Serra Talhada, sertão do Estado, muita gente deixa de procurar emprego e limitou a renda ao programa.

Duas questões ficam evidentes na matéria: primeira, a lembrança de que temos uma constituição que garante o direito a uma vida digna, sem fome, a todos os brasileiros. Segundo, o pobre, que desconhece direitos desta natureza, acaba associando o benefício ao presidente Lula, e assim, sentindo-se na obrigação de votar no “homem que olha verdadeiramente pros pobres”. Aí mora o segredo para a performance do candidato Lula, que avança pra vencer no primeiro turno apesar de toda a dificuldade enfrentada pelo seu governo com as denúncias de corrupção que ocuparam a imprensa brasileira por mais de um ano.

Para quem quer se aprofundar neste estudo, vale a leitura do artigo “Renda e Votos: o democrático ‘toma lá, dá cá’”, sugestão do jornalista Elio Gaspari.

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momento corujão

ambSun, 20 Aug 2006 02:53:00 +000053Domingo 19, 2007 · Deixe um comentário

E corujão por dois motivos: primeiro porque já são quase meia-noite, e Giovanna tem dificuldades pra dormir, algo esperado, já era assim na barriga da mãe, mais energia durante a noite, e então o sono se dá por sobressaltos, e então não conseguimos dormir.

Mas o verdadeiro motivo da corujice está estampada na foto acima: Naninha rindo, docemente, para derretimento do papai e da mamãe.

Engraçado é que, dormindo, ela sorri de vez em quando, o que, segundo a pediatra, é a lembrança do período no útero da mãe, e esta reminiscência provoca um certo regozijo.

A verdade é que se ela continuar sorrindo assim, o papai aqui vai virar insone, só pelo prazer de ver algo tão terno e feliz.

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