Pelos meus cálculos, minha filha Giovanna, de um ano e seis meses, já conhece 88 palavras. Contabilidade nunca foi o meu forte, o que, presume-se, posso estar errado, e ela saiba um tanto mais ou menos. De qualquer forma, considero notável que ela expresse o seu mundo, seus sentimentos e mesmo opiniões com menos de uma centena de palavras.
Com 88 palavras, ela diz que ama o papai. Com 88 palavras, diz que ama a mamãe. Com 88 palavras, repreende o “au au”. Com 88 palavras, manda o papai sentar. Com 88 palavras, manda a mamãe dormir. Com 88 palavras, pede água de coco na barraquinha da praia. Com 88 palavras, bate um papo com Jesus. Com 88 palavras, fala que quer dormir. Com 88 palavras, pede água e comida. E pede também para brincar e passear.
Talvez a corujice seja um tanto irracional. Mas estou mesmo emocionado com a capacidade de expressão de minha princesa. Quem sabe um dia seja uma grande oradora. Quem sabe, um Barack Obama de saias. Ou um padre Vieira de salto. Ou um Rui Barbosa de escova progressiva. Talvez isto aconteça. Por enquanto, ah, que maravilha! Ela mostra uma visão de mundo mais bacana, mais bonita, e até com mais esperança pros pais. E tudo isso com apenas 88 palavrinhas!





Hugo Chávez continua impassível em sua saga “quero ser Fidel Castro” e agora ameaça fechar ou expropriar escolas privadas que se negarem a adequar suas grades curriculares “às linhas ideológicas do governo bolivariano”, informa o Diario de Pernambuco (