ambWed, 18 Mar 2009 07:39:04 +000039Quarta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
A Economist dessa semana repercute um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, sobre o impacto das novelas na vida real das mulheres, que merece reflexão.
O universo de estudo não é pequeno. Todos os dias, cerca de 40 milhões de pessoas se desligam do mundo e passam parte da noite grudadas em alguma novela.
O estudo é revelador sobre o assunto. Mostra como esse hábito ajudou a reduzir a violência doméstica.
Mas o lado bom fica aí. Embora a reportagem considere positiva, as novelas trouxeram um aumento considerável no número de divórcios. As mulheres tiveram menos filhos. E surgiu um número muito maior de parceiros sexuais.
A reportagem da Economist você pode ler, em inglês, aqui. Alguns sites brasileiros publicaram, no melhor estilo gillete press, como este e este. Mas se puder, leia a notícia direto na revista americana.
pmbThu, 08 Jan 2009 20:27:42 +000027Quinta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
A revista Adventist World traz esta reportagem sobre o uso da tecnologia na evangelização.
A ação missionária high tech foi e será tema de vários post de Parajornalismo, pois trata-se de algo irreversível num mundo que está trocando a TV por computadores.
Releia este post, que fala sobre a evangelização no século 21.
pmbThu, 08 Jan 2009 20:16:48 +000016Quinta-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
Se você não ouviu falar ou conhece pouco sobre a TED, faça um favor a você mesmo e mergulhe neste projeto essencial para a saúde de seus neurônios.
A TED é um evento sobre educação, tecnologia, negócios, design, ciência, tudo apresentado de um jeito inovador e incrível. Pra começar, os palestrantes têm apenas 18 minutos para transmitir suas ideias. Quem tiver assistindo e quiser falar também pode, e tem 3 minutos para isso.
As palestras são simplesmente intrigantes. Estão no site e tem aos montes no Youtube. Tire um tempo e assista, por exemplo, essa apresentação abaixo, do escritor inglês Ken Robinson, sobre educação e criatividade.
Está tudo lá: a ameaça de um sistema educacional que prioriza conteúdos focados em notas e avaliações que desestimulam o pensamento e o raciocínio crítico dos alunos, limitando, como consequencia, a criatividade de crianças e adolescentes.
Um achado que deveria ser assistido centenas de vezes por educadores, líderes, políticos e pais.
Saramago e o artigo que beira a desonestidade intelectual
“Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente atualizado”.
O comentário acima, leitor, é do escritor português José Saramago. Como é de conhecimento geral, Saramago é ateu, um estilo de vida que, presume-se por notícias como esta, vai estar na moda em 2009.
Saramago encerra com as palavras acima um artigo, que você pode ler aqui, sobre a guerra entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza.
Não precisa muito esforço para entender que o sangue derramado em Gaza não resulta necessariamente da religião. Na Guerra do Oriente Médio, o que menos interessa, nos dias de hoje, é o judaísmo de um ou o islamismo de outro. O que está em jogo é poder. O poder político. De um lado, israelenses de direita ou de extrema-direita aproveitando o momento para promoção de seus interesses. De outro, o Hamas, um grupo terrorista disfarçado de partido político que não pensa duas vezes antes de fazer de crianças palestinas escudos e troféus para sua causa.
A briga, portanto, é política. Saramago, que faz apologia ao ateísmo, prega contra Javé e o Judaísmo como se a religião fosse responsável pela barbárie. Como se os fuzis israelenses, um Estado laico, apontassem contra os palestinos em nome da fé. Saramago é comunista, a mesma ideologia responsável por mais de 70 milhões de mortos na China de Mao Tsé Tung, e outros tantos na União Soviética, e mais outros milhares pelo regime de Fidel em Cuba, e mais outros milhões pelas ditaduras comunistas da África. Todos mortos em nome de um regime que Saramago defende como sendo a salvação da humanidade.
É por essas e outras que a gente percebe a irrelevância dos intelectuais no debate contemporâneo, e a sua desimportância diante da sociedade.
O documentário que você vai assistir abaixo foi produzido por Naomi Klein, estrela do movimento antiglobalização desde que escreveu “No Logo”, onde denuncia a cultura do consumismo e as relações de poder entre as grandes corporações e os trabalhadores.
A jornalista canadense está com livro novo, “A Doutrina do Choque”, onde faz considerações sobre o que chama “capitalismo de desastre”. Para Klein, é essa filosofia de força e poder que determina as relações políticas e sociais dos dias de hoje.
Para defender sua tese, a autora relembra a terapia do choque, usada pela psiquiatria nos anos 40, que permitia, a partir do uso de choques elétricos em pacientes, “limpar” a mente dos doentes, de modo que pudesse ser trabalhada pelos médicos de maneira supostamente saudável.
Nos anos 50, a CIA, agência americana de inteligência, se apropriou do método para interrogatório, levando as pessoas a passarem por situações que causassem choques psicológicos.
Na economia, a doutrina do choque é apresentada como uma filosofia de poder que aponta os períodos subsequentes a grandes tragédias, segundo a escritora, como a oportunidade ideal para impor idéias radicais do livre mercado para sociedades em estado de choque com os desastres. Foi assim com o massacre de Tiananmen. Foi assim com o colapso da União Soviética. O 11 de setembro de 2001. A guerra contra o Iraque, O Tsunami asiático. O furacão Katrina em Nova Orleans.
Naomi Klein é uma voz importante na comunidade internacional, muito embora eu fique um pouco incomodado com sua visão maniqueísta da política contemporânea.Mas o seu raciocínio no documentário abaixo me fez pensar sobre como a doutrina do choque se aplica com muita freqüência à vida religiosa nos dias de hoje. É algo que me afeta diretamente por um motivo simples: sou cristão, adventista do sétimo dia, e acredito, portanto, na volta de Jesus. Atualmente, os adventistas estão fazendo um grande esforço para associar esse acontecimento a um futuro com esperança. Fico feliz de ver esse posicionamento ocorrendo de modo tão claro e tomando conta da vida das pessoas.
Lamentavelmente, há ainda uma forte visão no Cristianismo moderno que se vale de recursos parecidos com a doutrina do choque denunciada por Naomi Klein. A apresentação da volta de Jesus não está ligada a um recomeço, mas ao fim dos tempos; o Armagedom seduz mais do que o Lar Celestial; o medo prevalece sobre o amor.
A tradição cristã registrada na Bíblia é clara quanto ao poder libertador da devoção cristã. O próprio Jesus sentenciou: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Em outro texto, está escrito que “o amor lança fora o medo”. O esforço dos adventistas é apresentar o Cristianismo como um exercício de libertação para um futuro com esperança. Neste site, essa visão está clara e difundida de forma extraordinária. Seria salutar que entidades cristãs variadas adotassem exemplo semelhante, permitindo que a adoração ao Senhor ocorra pelos motivos corretos, e não pelo medo de arder “para sempre” nas chamas do inferno.
Giovanna e Mateus, e o desejo de um 2009 feliz para todos
Na imagem acima, Giovanna e Mateus se esforçam para provocar no nobre internauta os mais singelos sentimentos. É a forma que encontrei para desejar um 2009 cheio de paz e saúde pra todos.
Estou com muita saudade desse espaço. Dos amigos. Dos coments.
A vida andou arrastada por aqui. As razões são muitas. Inclusive Mateus, que veio em meio a uma turbulência daquelas, a mãe doente, um parto complicado, crises de refluxo. E o pai mergulhado de trabalho, com dois livros na bagagem, um para escrever, outro para organizar, vídeos e mais vídeos para serem editados, visitas institucionais como nunca ocorreram antes, em nome do Mutirão de Natal(505 toneladas no Nordeste!), campanhas de matrícula para as Escolas Adventistas, tentativas de expansão da TV Novo Tempo, estruturação da ADRA Nordeste…
Muito trabalho, graças a Deus. Amo muito o que faço. Ajuda saber que se trata de uma causa nobre, na qual acredito e a qual dedico toda minha vida.
Espero agitar as coisas por aqui este ano. Espero muito ver meus amigos por aqui, fazer novos amigos e abrir espaços para mais discussão.
Sergio Vieira de Mello é um personagem fascinante, e é uma pena que o Brasil tenha descoberto sobre a vida e a missão desse diplomata brasileiro por ocasião de sua morte tão trágica. Corajoso e carismático, Sérgio parecia fazer da diplomacia um sacerdócio. Talvez porque tenha sofrido tanto com a intolerância. Desde jovem, teve de abandonar o País porque seu pai, também diplomata, era perseguido pela ditadura militar brasileira. Ainda jovem começou a trabalhar na Organização das Nações Unidas. E foi na ONU que ele testemunhou situações da história contemporânea das tragédias humanas, como a de Ruanda, que terminou em uma das mais graves crises humanitárias do século 20, e a do Timor Leste, que culminou em bem-sucedida transição para a independência. Sérgio Vieira de Mello assumiu a difícil posição de chefe da missão da Onu no Iraque após a invasão americana, sem o apoio do governo americano e contando com a antipatia dos representantes dos Estados Unidos no Iraque. Sua vida agora é contada por Samantha Power, uma jovem estrela das relações internacionais, no livro O Homem que Queria Salvar o Mundo, da editora Cia. das Letras.
Ou seja: é leitura obrigatória e vou devorar assim que estiver em minhas mãos!
Reinicio este blog longe de casa, no Centro de Treinamento Adventista perto de Florianópolis, Santa Catarina. Neste momento, estou participando do Instituto de Formação de Liderança da Adra (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais). Mais de 100 pessoas, representando vários países, receberão orientações sobre gestão, captação de recursos, filosofia, relações públicas, comunicação e outros assuntos relativos ao gerenciamento do terceiro setor. O evento acontece pela primeira vez no Brasil, e pela primeira vez também, no Nordeste, foi instalada uma agência da Adra para atender as pessoas da região. O novo líder é Landerson Santana, que fez um bonito trabalho na Adra Bahia.
pmbMon, 19 May 2008 20:01:23 +000001Segunda-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
Em tempos de crise mundial de alimentos, beira o desumano a informação de que 27% da comida produzida nos Estados Unidos vai parar no lixo, conforme esta denúncia do New York Times. O resultado disso chega a quase 500 gramas por pessoa por dia.
Como a matéria lembra, isso acontece em todo o lugar. Todos os dias, toneladas de frutas e verduras perdem-se em feiras livres. Mercearias descartam alimentos ao menor sinal de insatisfação, restaurantes entopem latas de lixo, sem falar de sobras que dariam para alimentar boa parcela de famintos no planeta. Falta política para isso, orientação, mas é pouco provável que haja qualquer mobilização global a este respeito.
A imagem acima pode parecer meio chocante – crianças africanas bebendo água diretamente de um rio - mas por incrível que pareça, ela é uma imagem de esperança. As crianças estão usando o LifeStraw – em português, canudo da vida – um purificador de água portátil que elimina 99% das bactérias da água e filtra partículas de até 15 mícrons (1 mícron equivale à milésima parte de um milímetro).
Em todo o mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. Ao invés de ficar lendo sobre estatísticas aterradoras, você pode ajudar efetivamente a mudar essa situação. O site do LifeStraw aceita doações de todas as partes do mundo via PayPal ou cartão de crédito internacional. Um canudo, enviado para as regiões em conflito na África custa apenas €3,50 e pode ser usado durante um ano.
O consumismo lança seus tentáculos cada vez com mais voracidade para o público infanto-juvenil, como mostra esta reportagem com o título “‘ditadura da beleza’” atinge também crianças.
Publicada originalmente no The New York Times, apresenta histórias de meninas que gastam horas no salão de beleza. Há o caso extremo de uma festa infantil realizada neste ambiente.
Hoje em dia, os fabricantes e o varejo de cosméticos cada vez mais direcionam seus sofisticados produtos e pacotes de serviços a meninas dos seis aos nove anos, que estão se transformando em consumidoras bem informadas de produtos de beleza, ainda antes de concluir o curso primário.
“O mercado de iniciantes definitivamente cresceu, acredito, devido a diversas influências culturais”, disse Samantha Skey, vice-presidente sênior de marketing estratégico da Alloy Media and Marketing.
O negócio, claro, tem respaldo na mídia. Programas de TV de realidade, como America’s Next Top Model, muitas vezes dependem dos segmentos nos quais produtos de beleza e penteados são utilizados para transformar uma das concorrentes, diz Skey.
Nos sites de redes sociais como o Facebook e o MySpace, a intensa concentração dos membros em seus próprios umbigos e a atenção à maneira pela qual eles se apresentam também influenciam as meninas de seis a nove anos, ainda que elas tecnicamente não possam criar perfis nesses sites.
“Vivemos em uma cultura de celebridade instantânea”, disse Skey. “Nossas meninas agora crescem acreditando que precisam estar sempre preparadas para as câmeras, caso haja um paparazzi de plantão”, acrescentou.
pmbTue, 04 Mar 2008 22:48:54 +000048Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
Em mais uma demonstração de que o Hamas pontua seu discurso mais na cultura do ódio e menos na fé muçulmana, a TV Al-Aqsa, ligada ao movimento, tem um programa infantil apresentado por um coelho que declara todo seu ódio aos israelenses.
O nome do coelho é Assud. Informa-se que tem nome de leão e aparência de coelho, e que costuma falar em ‘eliminar e comer (literalmente do verbo em inglês “to eat”) todos os judeus’ e também pede para que a gurizada esteja pronta para se sacrificar pela terra.
Trata-se de uma manifestação lamentável de doutrinação de crianças para a intolerância, o celeiro de futuros homens-bomba e um sinal das dificuldades para a promoção da paz no Oriente Médio.
Expressa, também, que a questão deixou de ser há muito um fator religioso, uma vez que a violência, como se sabe, não vem a ser exatamente um postulado recorrente no Alcorão.
pmbMon, 03 Mar 2008 22:13:13 +000013Segunda-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
Jeff Bezos. Hoje é dia de Jeff Bezos. Hoje é dia de se inspirar na história de Jeff Bezos.
Durante um bom tempo, Jeff Bezos povoou meus sonhos. Ficava fascinado com a história do cara que venceu resistências para se estabelecer como o criador da maior loja virtual que já existiu, a revolucionária livraria Amazon. Jeff Bezos superou desconfianças, bolhas e quedas da Nasdaq. Mas mostrou-se um homem obstinado.
A nova aposta do homem que queria ser físico ou astronauta é o Kindle, esta engenhoca da foto acima que não parece, mas é uma biblioteca de mão. Pelo Kindle, você pode baixar ebooks da Amazon e ler no próprio aparelho. Com o Kindle, você leva os livros que mais curte para qualquer lugar. Segundo esta reportagem de Época Negócios, o Kindle tentar ser para a leitura o mesmo que o Ipod representou pra música.
Como todo visionário, o “mastermind” da Amazon sabe que os livros de papel, na forma como Gutemberg descobriu há mais de 500 anos, é concorrente insuperável. Mas ele sabe que sua criação mira o futuro e futuras gerações. “As pessoas ainda amam o papel”, afirma, “mas as novas gerações farão tudo na tela”.
Seria muito interessante se líderes focassem exemplos como Jeff Bezos para conduzir estratégias para um novo mundo. A vida seria mais interessante e enriquecedora se houvessem mais “Jeff Bezos” entre políticos, pastores, educadores e comunicadores.
pmbTue, 12 Feb 2008 20:13:08 +000013Terça-feira 19, 2007 · Deixe um comentário
Gilberto Dimenstein comenta o esforço do Governo de São Paulo para premiar o bom professor.
A secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães, vai anunciar o pagamento de bônus aos servidores das escolas, do faxineiro ao diretor, a partir basicamente do desempenho dos alunos. Os melhores resultados serão recompensados. É a cultura do mérito na educação, o que, já adianta Dimenstein, vai provocar chiadeira e ranger de dentes entre os sindicalistas.
Eles vão defender, é claro, a isonomia salarial. Sobre este assunto, a própria secretária, nas páginas amarelas de Vejadesta semana, se posiciona como um mal a ser combatido. “A velha política de isonomia salarial contribui para a acomodação dos professores numa zona de mediocridade”, observou.